Autor: Camila Bortolozzo

A depressão pós parto é mais comum do que a gente imagina, por exemplo, você sabia que a Baby Blues atinge cerca de 70% ou 80% das mulheres? A Baby Blues faz parte de um dos patamares em que podemos separar os tipos de depressão pós parto, ela também é conhecida como tristeza pós parto. As outras classificações são a depressão pós parto e a psicose puerperal.

Baby Blues

Primeiramente vamos falar sobre a Baby Blues. É aquela tristeza, desânimo, sensibilidade, irritabilidade ou exaustão que acontece em cerca de 5 dias após o nascimento do bebê e dura cerca de duas semanas e vai se dissolvendo aos poucos. Então, você mamãe de primeira viagem, saiba que isto é extremamente normal e acontece principalmente pela mudança hormonal no corpo da mulher nesse momento.

Depressão pós parto

A depressão pós parto acontece entre 1 em cada 4 mulheres. Os sintomas fisiológicos são quase os mesmos de uma depressão comum, cansaço, desânimo, fome excessiva ou até mesmo a ausência dela, falta de libido,  choro excessivo, afastamento da família e amigos e, muitas vezes, é acompanhado também da ansiedade e um cuidado além do normal com a criança. Esse cuidado consiste em agasalhar demais o neném com medo de que adoeça ou até mesmo medo de que outras pessoas não saibam lidar com o pequeno.

Preste bastante atenção na diferença entre a tristeza pós parto e a depressão pós parto: ela surge em cerca de 6 a 18 meses após o nascimento do bebê e os sintomas da depressão são muito mais intensos e podem levar até mesmo ao suicídio. 

Psicose puerperal

A psicose puerperal é mais rara. Ela tem ocorrência entre 0,1% e 0,2% dos casos. Neste caso as coisas são bem mais complicadas, podendo até haver ocorrência de infanticídio. Mas não se desespere, como disse anteriormente, os casos são bem menos frequentes! Esse quadro psicológico vem acompanhado de alucinações e delírios, paranoias, distúrbios do sono, desorientações e pensamentos obsessivos ou que possam prejudicar a mãe e o filho.

Mas por que esses fatores psicológicos afetam as mães?

Podemos dizer que estes casos são mais frequentes em mulheres que já tiveram problemas com depressão em algum momento da vida ou até mesmo problemas com ansiedade e bipolaridade.

Outros fatores que podem influenciar para o surgimento da depressão pós parto é uma gravidez indesejada, abandono do pai ou uma gravidez que não foi saudável.

Mas isso pode acontecer com qualquer mulher, independente do processo de gravidez ou saúde psicológica durante sua vida.

Como podemos nos ajudar enquanto mães ou as mães que passam pela depressão pós parto?

Há muitos casos em que a medicina ayuvérdica foi muito positiva no tratamento dessas mulheres. Essa medicina tem base nas práticas de yoga, meditação, aromaterapia e o uso de mantras.

Medicamentos já foram desenvolvidos também para a depressão pós parto, porém, não podemos esquecer da importância de uma consulta ao médico para saber qual destes remédios não vai afetar o bebê no momento da amamentação, pois o leite transmite diversos nutrientes. Vale lembrar que os medicamentos não influem durante a gravidez no desenvolvimento do bebê.

Pequenas ações de quem rodeia a mãe também são essenciais, sabia? Como por exemplo o acolhimento e amor, ajudar a mãe dando um momento ocioso a ela, não a comparar com outras mães e nem dizer o que é certo ou errado – cada um vive sua experiência única e aprende com ela – e, por final, saber ouvir e entender quais são os seus limites porque, muitas vezes o que nos parece uma boa ação para a mãe pode ser interpretada de forma negativa por ela.

O atendimento psicológico pode ser essencial até mesmo durante a gravidez. Deixar claro para a mãe que estes sintomas podem aparecer ajudam, e muito, para que ela não seja pega de surpresa ou tenha um controle maior sobre si. Além disso, como em qualquer momento da vida a terapia é a melhor maneira de ouvir a si mesma e entender o que acontece dentro de si.

Ainda bem que hoje em dia podemos falar tão abertamente sobre isso e entender que assim como as demais depressões, ela não é frescura e precisa de tratamento ou cuidado!

Se você conhece alguém que está passando por isso, encaminha este post para os familiares pra que eles compreendam melhor essa doença.

Fontes: Drauzio Varella, Vittude blog, Veja Saúde, Hospital Santa Mônica e Vera Iaconelli.

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