autismo

Você já pode se ter feito essa pergunta: meu filho é autista? O Transtorno de Espectro do Autismo (TEA) é marcado por algumas características bem específicas.

Esta condição crônica, assim chamada pois não é considerada uma doença, pode estar presente na sua casa mas, é importante saber diferencia-la de demais doenças.

Caso você tenha como afirmação “sim, meu filho é autista“, você não precisa se desesperar. Quanto mais cedo o diagnóstico é dado, maiores são as chances e suavizar suas características.

Além dos sinais do autismo, esse post vai ajudar a dar alguns direcionamentos assim como formas de incentivar que outras crianças aprendam a conviver com o autismo.

Entenda um pouco melhor Autismo

meu filho é autista

Você sabia que o TEA acontece quatro vezes mais frequentemente em meninos? Segundo um estudo, em 2020 esses dados foram confirmados, porém ainda não sabe-se ao certo o porquê.

Pode ser devido a alguma modificação genética presente em cada sexo ou porque o nível 1 de autismo acaba sendo mais mascarado no sexo feminino, tendo um diagnóstico mais difícil. Para saber mais sobre esses dados, leia este artigo.

No Brasil, estudos ligados ao autismo assim como coletas de dados ainda são pequenos. Diferente não acontece com o sistema de saúde público, que ainda dá pouco suporte para autistas.

O autismo não tem cura, o que auxilia no seu tratamento é o suporte de médicos psiquiatras, fonoaudiólogos e pediatras. Autistas são remediados em níveis maiores quando apresentam epilepsia ou insônia, por exemplo.

Sendo assim, contar com apoio de órgãos públicos como o SUS e CAPSi em relação a medicamentos e tratamento psicológicos, ainda é difícil. Por isso, é tão importante que os pais do autista tenham a sua disposição outras fontes de apoio, como a família e amigos.

Meu filho é autista, como isso me afeta?

filho autista

Muitos pais acabam se sentindo muito ansiosos, deprimidos e extremamente preocupados. Por isso, além do apoio familiar é muito importante contar com ajuda psicológica para lidar com a situação.

Os pais também precisam entender que ter um filho autista pode ser bem administrado. Basta compreensão e paciência, com o tempo tudo vai se adaptar!

Lembrando que existem diferentes níveis de espectros e os mais baixos possibilitam uma vida com poucas adaptações, junto com crianças comuns.

As características de uma criança com TEA

autismo

Falando de maneira fisiológica, em primeiro lugar é importante você entender como funciona o cérebro do seu filho autista.

As sinapses enviadas pelos neurônios são muito superiores do que a do cérebro de quem não tem essa condição sendo assim, a maneira como se recebe as informações é diferente.

Quando nós recebemos uma informação no nosso cérebro, ela é enviada para diferentes áreas. No autista, essa informação é enviada para todo o cérebro, por isso eles acabam sendo mais morosos quanto a compreensão, assim como os estímulos excessivos acabam sendo incômodos a eles.

O cérebro de uma pessoa com TEA é um ambiente inquieto, barulhento. Por isso é tão importante respeitar o seu tempo e espaço. Neste artigo do Blog do Instituto de Observação e Análise do Comportamento (IEAC) você vai entender melhor como o cérebro do autista funciona!

Para finalizar este tópico, você deve saber que existem 3 níveis de TEA e que em cada criança eles se manifestam de diferentes formas. Os principais sintomas são o atraso ou a falta de desenvolvimento em certas habilidades.

Nível 1

Conhecido também como Síndrome de Asperger ou Autismo leve, apresenta maior dificuldade de percepção. Suas principais características são:

  • Não aceita regras;
  • Conversa pouco;
  • Repete os gestos;
  • Linguagem mecânica, ou seja, alteração da entonação da fala;
  • Dificuldade de alterar algo em sua rotina.

Nível 2

Além das características mencionadas anteriormente, há maior dependência de um adulto para fazer algumas atividades. São caracterizados por:

  • Respostas que não correspondem ao que foi perguntado;
  • Alto nível de estresse;
  • Q. I. abaixo de 70;
  • Dificuldade de entender as pessoas ou se fazerem entender;
  • No processo de aprendizado, necessitam de conteúdos e formas diferenciadas, adaptadas.

Nível 3

Aqui há total dependência de um adulto, até mesmo para fazer as coisas básicas do dia a dia. Além de problemas como irritabilidade e crises nervosas.

Durante as frequentes crises nervosas, a criança pode ficar agressiva, inclusive, consigo mesma, numa atitude de autoflagelo. Esse comportamento pode também ser confundido com esquizofrenia, por isso o diagnóstico precoce, assim como o tratamento, são de primeira necessidade.

Conheça o caso de Autismo severo da menina Carola e entenda melhor como funciona a sua rotina e também a adaptação dos seus pais.

Características conforme a idade do filho autista

Apesar dos sinais ficarem mais claros a partir dos 3 anos de idade, onde a criança tem mais desafios das capacidades de aprendizado e fala, é possível identificar o autismo desde bem pequeno.

0 a 6 meses

Aqui as criança não sorriem com tanta frequência, tem dificuldade em olhar nos olhos e a reagir a certos sinais de afeto. Há falta de reação a sons e alguns estímulos.

6 a 1 ano

O desenvolvimento da fala é lento e a comunicação gestual é indiferente para eles. Atos como engatinhar e dar os primeiros são difíceis.

Outra característica é que aceitam com facilidade o colo de qualquer pessoa, não tem nenhum tipo de estranheza.

1 a 2 anos

O vocabulário ainda é bem restrito, as palavras que falam são pouquissímas.

O raciocínio lógico é escasso e há dificuldade em entender como as coisas funcionam.

3 a 5 anos

Época em que a entrada nas escolas ou creches podem causar impacto. Você começa a reparar que o aprendizado acaba ficando atrás dos demais alunos.

Locais muito movimentados ou com muitos estímulos podem causar irritação, assustar a criança.

Alguns movimentos corporais podem ser observados como o balançar das costas para frente e para trás e tiques com as mãos.

Características gerais e principais do autismo:

  • O bebê ou a criança não reage aos sons; 
  • O bebê ou a criança não emite som nenhum; 
  • O bebê ou a criança não sorri e nem tem expressões faciais; 
  • O bebê ou a criança não gosta de abraços e beijos; 
  • O bebê ou a criança não responde quando é chamada; 
  • O bebê ou a criança não brinca com outras crianças; 
  • O bebê ou a criança tem movimentos repetitivos; 
  • O bebê ou a criança apresenta hipotonia (corpo “molinho”); 
  • O bebê ou a criança apresenta atrasos nas fases de desenvolvimento.

Como lidar com um autista?

Confira algumas dicas para ter uma melhor vivência com eles:

1. Fala:

Utilize uma voz que expresse suas emoções e procure usar a gesticulação, isso vai fazer com que processem melhor o que está querendo ser dito. Tenha paciência até que a criança processe a informação.

2. Brinque:

Na hora de brincar escolha brinquedos que não limitem a criatividade, podem até mesmo ser objetos. Hoje em dia já existem fábricas que produzem brinquedos específicos para esse público.

3. Conte histórias:

Esse ato pode ajudar na concentração, enriquece a linguagem e favorece vínculos. Lembre de tomar cuidado com a comunicação – como falar alto e gritar – mas procurando sempre ser bem expressivo.

4. Contato com animais:

A Universidade de Mississipi nos EUA comprovou que o contato com os animais é muito bem aceito por esse público e até estimula as suas habilidades sociais, trazendo diversos estímulos positivos.

Inclusive, já fizemos um post aqui no nosso blog que fala sobre os benefícios de ter animais de estimação na infância, veja aqui!

5. Toque:

Em suma, os autistas não gostam de toques. Evite toca-los, abraça-los, sempre respeitando seus limites.

Ensinando outras crianças a conviver com a diferença

Isso é extremamente importante, principalmente no ambiente escolar. Afinal, toda escola deve seguir uma lei que torna obrigatório a inclusão desses alunos.

Ensine o seu filho a respeita-los e defende-los diante de possíveis preconceitos que eles possam passar dentro do ambiente escolar.

Não só em relação ao autismo, mas ensinar que existe diferentes tipos de capacidades é essencial. Estimule que seus filhos conheçam jovens com diferentes condições, isso fará com que essas diferenças se tornem mais naturais para as crianças.

No dia 18 de Junho é celebrado o dia do Orgulho Autista, serve para relembrar de que respeitar e cuidar com amor dessas crianças deve fazer parte da nossa vida.

Dica: para entender melhor o Autismo, assista a série Atypical no Netflix. Divertida e nos mostra um pouco como funciona a convivência e forma de pensar de um autista.


Fontes: Neuro Conecta, Psicologia viva, Gazeta do Povo, Revista Pesquisa, Mamãe te Ajuda e Sou Mamãe.
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